sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ditados e expressões

Sabe aquelas expressões que ouvimos nossos pais e avós falarem a muito tempo? Pois é, vamos ver a correção desses ditados e expressões, pelo Prof. Pasquale Neto.

 No popular se diz: "Esse menino não para quieto, parece que tem bicho carpinteiro."

Correto:" Esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.

 Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.

Batatinha quando nasce espalha rama pelo chão.
Cor de burro quando foge.

Corro de burro quando foge.

Quem tem boca vai a Roma.

Quem tem boca vaia Roma. ( Isso mesmo do verbo vaiar)

 Cuspido e escarrado.

Esculpido e encarnado.

Quem não tem cão caça com gato.

Quem não tem cão caça como gato. ( Ou seja sozinho)


Palíndormo, Tautologia... ué está me xingando?

Se assim como eu, você se perguntou que espécie de xingamento é esse, vale a pena conferir o que um Palíndromo, Tautologia.
Palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente e, e da esquerda para direita e ao contrário. Por exemplo, OVOS, OSSO, RADAR. O  mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais dificil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido: SOCORRA-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pela assunto ( Confesse que você também leu de trás pra frente... rss), tomei a liberdade de selecionar alguns dos melhores Palíndromos da língua de Camões.

ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU  NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CEU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
 A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM  TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

E você e pergunta e Tautologia? Bem, o termo é usado pra definir um dos vícios, e erros mais comuns da linguagem. Consiste na repetição de uma deia, de maneira viciada com palavras difrente, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso "subir para cima" ou "descer para baixo". Mas há outros como pode ver na lista a seguir:

ACABAMENTO FINAL
CERTEZA ABSOLUTA
QUANTIA EXATA
NOS DIAS 8,9 E 10, INCLUSIVE
JUNTAMENTE COM
 EXPRESSAMENTE PROIBIDO
EM DUAS METADES IGUAIS
SINTOMAS INDICATIVOS
HÁ ANOS ATRÁS
VEREADOR DA CIDADE
OUTRA ALTERNATIVA
DETALHES MINUCIOSOS
A RAZÃO É PORQUE
ANEXO JUNTO À CARTA
DE SUA LIVRE ESCOLHA
SUPERÁVIT POSITIVO
TODOS FORAM UNÂNIMES
CONVIVER JUNTOS
FATO REAL
ENCARAR DE FRENTE
MULTIDÃO DE PESSOAS
AMANHECER O DIA
CRIAÇÃO NOVA
RETORNAR DE NOVO
EMPRESTIMO TEMPORARIO
SURPRESA INESPERADA
ESCOLHA OPCIONAL
PLANEJAR ANTECIPADAMENTE
ABERTURA INAUGURAL
CONTINUA A PERMANECER
A ÚLTIMA VERSÃO DEFINITIVA
POSSIVELMENTE PODERÁ OCORRER
COMPARECER EM PESSOA
GRITAR BEM ALTO
PROPRIEDADE CARACTERÍSTICA
DEMASIADAMENTE EXCESIVO
A SEU CRITÉRIO PESSOAL
EXCEDER EM MUITO

Note que todas as repetições são dispensavéis. Por exemplo, "supresa inesperada". Existe surpresa esperada?É óbvio que não!
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a dia.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cristóvam Buarque propõe que filhos de políticos sejam obrigados a estudar em escola pública

O senador Cristóvam Buarque, propõe um projeto de lei 480/07 em que os filhos e os demais dependentes de políticos eleitor para os poderes Executivo, Legislativo federal, estadual e municipal e do Distrito Federal sejam obrigados a estudar em escolas públicas de Educação Básica. Em determinado ponto da justificativa, o senador escreveu allgo que faz muito sentido. Diz:
" Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente."


Cristóvam Buarque, candidato a presidência em 2006, mostra-se como luz na corja que compõe o Senado Federal. O enfoque na vida política do  senador na educação  é algo de se admirar, principalmente em face dos últimos acontecimentos que tem movimentado o senado. O senador é um idealista da educação e não podemos negar, deveria ser o nosso eterno ministro da Educação, mas foi injustamente defenestrado por quem não tinha competência educacional e estava no comando do país.  Não obstante a proposta do senador seja nobre, ela no entato carrega consigo a marca da incostitucionalidade, porque obriga cidadãos ou grupos a ter tratamento desigual no campo da liberdade democrática.
O projeto desrespeita a igualdade de tratamento ( art.5º constitucional), por outro lado o art 209, da Constituição, diz: " O ensino é livre à iniciativa privada(..)". Ora se os colégios particulares são autorizados a funcionar, nenhum cidadão pode ficar impedido de optar pela escola particular só porque esteja exercendo um mandato político.
Não estamos aqui nos opondo ao projeto do senador, como profissional da educação anelo em ver uma escola onde possamos formar o cidadão integral para viver em sociedade, ter educação de qualidade e igualitária, mesmo que para isso fosse necessário colocar os "nossos representantes" nas mesmas situações que vivenciamos nas escolas brasileiras.
A preocupação do senador com uma escola de qualidade é nobre, mas não podemos atropelar o direito constitucional de ninguém, mesmo porque é obrigação dos governos proverem a sociedade escolas públicas de qualidade.

A luta também é nossa!


Professora Amanda Gurgel  silencia Deputados em audiência pública ao falar a cerca do cenário atual da educação no RN, sendo esse um retrato fiel da educação em todo nosso país. Milhares de acessos em poucos dias, fez da professora a voz dos educadores ouvida em rede nacional e exemplo de luta pela qualidade da educação e reconhecimento de seus profissionais. Agora militante em diversos estados brasileiros. (10/05/11)

E precisa dizer mais alguma coisa?

Os números que nos apresentam em comerciais de televisão são uma verdadeira farsa, apesar da mostra de índices maiores de aprovação, de crianças nas escolas, e coisas do gênero nos últimos anos, sabemos que a realidade da situação escolar é muito diferente.
Aprovados sim, porque somos obrigados a empurrar com a barriga a educação que afunda neste país que não incentiva financeiramente nos seus profissionais, não investem na estrutura e espaço físico do ambiente escolar, para não falar das coisas absurdas como a falta da merenda ou a péssima qualidade dos alimentos servidos, e a precariedade dos objetos necessários, como carteiras, quadro etc. Investir em EDUCAÇÃO é investir em uma sociedade melhor!

Precisamos dizer mais alguma coisa?

terça-feira, 8 de março de 2011

Avaliação

A palavra avaliar significa " dar valor a", ou seja atribuir valor a alguém ou alguma coisa segundo pré requisitos do avaliador. Educacionalmente falando, a palavra avaliar tem alcançado um sentido mais abrangente levando educadores a repensar a sua prática docente diante dos instrumentos avaliativos.

Pedagogicamente, avaliar é investigar, diagnosticar para intervir. As práticas docentes são querendo ou não repleta de subjetividade, e isso é levado para avaliação, algumas vezes de maneira errônea, outras levam em consideração a avaliação como maneira de afirmar os conhecimentos do aluno, a fim de conhecer se realmente a aprendizagem foi efetivada.

Dentro da proposta de autores como Donald Schon, Isabel Alarcão e Paulo Freire, a avaliação dá-se num processo de reflexão iniciado pelo professor. As reflexões na ação, sobre a ação e sobre a reflexão na ação, levam o educador a repensar ações, avaliações, informações etc. Essas reflexões geram uma avaliação mais justa, visto que iniciada com avaliação da própria práxis pedagógica.

Comumnete professores aplicam o mais famoso e tradicional instrumento de avaliação, a prova. Não estamos nos referindo a prova como algo que deveria ser extinto, porém muitos professores fazem desse instrumento de avaliação instrumento de tortura.

Grande parte dos erros cometidos em provas e testes, estão na sua elaboração. No seu enunciado. Há necessidade de que o elaborador seja claro, objetivo. Não só na prova, mas também em seus contéudos e lembrar sempre que essa não é a única forma de avaliar.

A busca por novos meios de avaliação visando o benefício do aluno deve ser uma constante na ação pedagógica. Estabelecer objetivos nos projetos e planos, norteiam os pontos e critérios a serem avaliados. A escolha do que -conteudamente falando- irei avaliar é extremamente importante. Por que ensinar algo que eu não vou avaliar? Se isso não é importante por que encher a cabeça das crianças?
Agir dessa maneira é como rasgar um desenho sem nem tê-lo olhado. E é decepcionante ver que diante do outro isso não tem valor. É como jogar fora o que custou a ser aprendido.

Daí então, as avaliações de diagnóstico, formativa e somativa devem ser bem pensadas e aplicadas não com o objetivo de reprovar o aluno, mas de ter certeza do que ira se concluir com o fim dessa avaliação. Avaliar é um processo, uma constante com finalidade de corrigir rumos, de retomar explicãções, de rever o ue aconteceu nesse trajeto de construção do saber, e deve estar presente na rotina do professor. Não dá para levar adiante erros que mais tarde irão prejudicar o rendimento do aluno.

Sobre os intrumentos de avaliação, vale lembrar que são inúmeros e cada um pode avaliar um aspecto do aprendizado, pois nenhum deles é completo. Se a intenção é avaliar a oralidade, não há motivo para aplicar provas e testes. Porém não deve de maneira nenhuma se esquecer das singularidades, da individualidade do sujeito, este não pode ser avaliado apenas por um único instrumento. Muitos alunos possuem uma variedade de conhecimentos, mas tem dificuldade de expressar-se oralmente, para estes testes, avaliações, relatórios, redações são bem mais proveitosos. Outros falam bem, mas a escrita é algo demasiadamente complicado.

Luckesi (2001), entende a avaliação como juizo de qualidade, e não de valor sobre dados relevantes. Então os instrumentos avaliativos podem ser usados em sua diversidade de pontos a serem avaliados, para detectar qual o nível qualitativo de aprendizagem.

Não é fácil mudar paradigmas e nem dar novos significados às práticas avaliativas. Mas essas novas idéias, ou pelo menos a diversidade de instrumentos de avaliação deve ser de ação pragmática, sem incorrer em anacronismos e antagonismos. O educador que se preocupa com o nível de objetivos por ele alcançado em sua prática, não apenas dedica-se ao ensino, mas a maneira de avaliar o seu público alvo, afim de corrigir  e retomar aquilo que se foi perdido, comtemplando a oportunidade de superação lembrando que o processo de construção e reconstrução, erros e acertos ainda fazem parte  da vida de seus alunos.


REFERÊNCIAS

VAGULA, Edilane. Organização e didática dos anos iniciais do ensino fundamental. Sâo Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.
LUCKESI, Cipriano. A avaliação do aluno.
NOVA ESCOLA. A avaliação quando (e como) aplicar provas. Pag 82 ed. Moderna ano XXIV nº 224 agosto 2009.
Avaliação- um processo intencional e planejado. Paraná, 2008
A avaliação na Educação Básica: entre dois modelos

Homenagem bem humorada pelo Dia Internacional da Mulher

Fica ai nossa indireta aos nossos homens... se vai homenagear tire o dia pra ser gentil, comemore essa data com todo cavalheirismo, leve sua mulher pra passear, faça um jantar romântico, livre-a do trabalho. Proporcine um dia maravilhoso. Afinal é o dia e não alguns minutos. Tá ai a dica!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A pesquisa na formação continuada de professores

Dentro do processo educativo existe uma série de exigências para que haja uma aprendizagem significativa. Uma delas é a pesquisa contínua, o professor não pode ater-se ao conhecimento que ele adquiriu na academia, mas deve buscar uma formação continuada e adotar uma postura investigadora e interrogativa de sua própria ação.
O professor não necessita apenas aprender, mas aprender o processo de investigação e adaptá-lo a sua postura de professor pesquisador em seu cotidiano escola, onde a sala de aula se torna o laboratório e o professor um pesquisador que vivencia probemas e busca na reflexão de sua prática soluções caminhando com teoria e prática, lado a lado.
O processo de investigação e pesquisa exige complexidade e rigorosidade, embora não deva gerar teorias elevadas, mas um saber prático. O educador é um pesquisador, se ele ensina é porque pesquisa, e esta é uma ferramenta fundamental para o professor.
A pesquisa na vida do docente favorece a superação de problemas que perseguem a educação escolar, reconhecendo as mútiplas dificuldades que impedem que o professor seja um pesquisador  de sua própria prática, Na vida de um profissional da educação a pesquisa é de extrema importância e utilidade, pois a graduação seja em qualquer área não nos garante um saber total ou conhecimento absoluto.
Só através do interesse de conhecer e o despertar investigativo do professor que se adquire novas informações, que por sua vez se transformam em conhecimento.  A busca por conhecimento pode ser estimulada no docente através de  situações problemas que são vivenciadas em sala de aula, nos fazendo refletir ações diárias e trazendo melhorias a educação.
Ao pesquisar o professor estará absorvendo novos conhecimentos que lhe farão refletir e atuar de maneira mais eficaz em sua sala de aula, porém isso não garante que o aluno irá conceber melhor o conhecimento. Deve-se aproveitar e respeitar os saberes do educando, levando em consideração seus conhecimentos prévios e a realidade social em que ele está inserido.
Paulo Freire (1998) é condizente com a realidade que a educação brasileira está inserida. E existem sim exigências para que o professor seja um profissional qualificado, assim como em outras profissões, lecionar requer o aperfeiçoamento e o bom senso para o sucesso da sua prática.
Referência

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 9. ed. Sâo Paulo: Paz e Terra, 1998.