A palavra avaliar significa " dar valor a", ou seja atribuir valor a alguém ou alguma coisa segundo pré requisitos do avaliador. Educacionalmente falando, a palavra avaliar tem alcançado um sentido mais abrangente levando educadores a repensar a sua prática docente diante dos instrumentos avaliativos.
Pedagogicamente, avaliar é investigar, diagnosticar para intervir. As práticas docentes são querendo ou não repleta de subjetividade, e isso é levado para avaliação, algumas vezes de maneira errônea, outras levam em consideração a avaliação como maneira de afirmar os conhecimentos do aluno, a fim de conhecer se realmente a aprendizagem foi efetivada.
Dentro da proposta de autores como Donald Schon, Isabel Alarcão e Paulo Freire, a avaliação dá-se num processo de reflexão iniciado pelo professor. As reflexões na ação, sobre a ação e sobre a reflexão na ação, levam o educador a repensar ações, avaliações, informações etc. Essas reflexões geram uma avaliação mais justa, visto que iniciada com avaliação da própria práxis pedagógica.
Comumnete professores aplicam o mais famoso e tradicional instrumento de avaliação, a prova. Não estamos nos referindo a prova como algo que deveria ser extinto, porém muitos professores fazem desse instrumento de avaliação instrumento de tortura.
Grande parte dos erros cometidos em provas e testes, estão na sua elaboração. No seu enunciado. Há necessidade de que o elaborador seja claro, objetivo. Não só na prova, mas também em seus contéudos e lembrar sempre que essa não é a única forma de avaliar.
A busca por novos meios de avaliação visando o benefício do aluno deve ser uma constante na ação pedagógica. Estabelecer objetivos nos projetos e planos, norteiam os pontos e critérios a serem avaliados. A escolha do que -conteudamente falando- irei avaliar é extremamente importante. Por que ensinar algo que eu não vou avaliar? Se isso não é importante por que encher a cabeça das crianças?
Agir dessa maneira é como rasgar um desenho sem nem tê-lo olhado. E é decepcionante ver que diante do outro isso não tem valor. É como jogar fora o que custou a ser aprendido.
Daí então, as avaliações de diagnóstico, formativa e somativa devem ser bem pensadas e aplicadas não com o objetivo de reprovar o aluno, mas de ter certeza do que ira se concluir com o fim dessa avaliação. Avaliar é um processo, uma constante com finalidade de corrigir rumos, de retomar explicãções, de rever o ue aconteceu nesse trajeto de construção do saber, e deve estar presente na rotina do professor. Não dá para levar adiante erros que mais tarde irão prejudicar o rendimento do aluno.
Sobre os intrumentos de avaliação, vale lembrar que são inúmeros e cada um pode avaliar um aspecto do aprendizado, pois nenhum deles é completo. Se a intenção é avaliar a oralidade, não há motivo para aplicar provas e testes. Porém não deve de maneira nenhuma se esquecer das singularidades, da individualidade do sujeito, este não pode ser avaliado apenas por um único instrumento. Muitos alunos possuem uma variedade de conhecimentos, mas tem dificuldade de expressar-se oralmente, para estes testes, avaliações, relatórios, redações são bem mais proveitosos. Outros falam bem, mas a escrita é algo demasiadamente complicado.
Luckesi (2001), entende a avaliação como juizo de qualidade, e não de valor sobre dados relevantes. Então os instrumentos avaliativos podem ser usados em sua diversidade de pontos a serem avaliados, para detectar qual o nível qualitativo de aprendizagem.
Não é fácil mudar paradigmas e nem dar novos significados às práticas avaliativas. Mas essas novas idéias, ou pelo menos a diversidade de instrumentos de avaliação deve ser de ação pragmática, sem incorrer em anacronismos e antagonismos. O educador que se preocupa com o nível de objetivos por ele alcançado em sua prática, não apenas dedica-se ao ensino, mas a maneira de avaliar o seu público alvo, afim de corrigir e retomar aquilo que se foi perdido, comtemplando a oportunidade de superação lembrando que o processo de construção e reconstrução, erros e acertos ainda fazem parte da vida de seus alunos.
REFERÊNCIAS
VAGULA, Edilane. Organização e didática dos anos iniciais do ensino fundamental. Sâo Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.
LUCKESI, Cipriano. A avaliação do aluno.
NOVA ESCOLA. A avaliação quando (e como) aplicar provas. Pag 82 ed. Moderna ano XXIV nº 224 agosto 2009.
Avaliação- um processo intencional e planejado. Paraná, 2008
A avaliação na Educação Básica: entre dois modelos